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O Turismo Oleícola
em Mirandela

TERRA OLEA propõe percursos turísticos em torno da temática da oliveira, que podem ser complementares a outras visitas à região de Trás-os-Montes. Estes povoados mirandelenses oferecem um variado e rico património natural, paisagístico, cultural e artístico, fruto de séculos de história Os lagares, o turismo rural, a gastronomia, as provas de azeites, a oliveira, a paisagem, a natureza em estado puro... cada percurso oferece um pouco de tudo isto... venha descobri-los...
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Gabinete TERRA OLEA
terra.olea@cm-mirandela.pt

Câmara Municipal de Mirandela
geral@cm-mirandela.pt
Acolhimento sítioMirandela / Turismo

Rota da Oliveira

Percurso III - Ares da Serra

Percurso I - Por Terras de Ledra até ao Quadraçal

Percurso II - Entre Tuela e Rabaçal

Percurso IV - Olivais até ao Tua

Mapa da Rota da Oliveira

Lagares

Alojamentos

Restaurantes / Gastronomia Local

Produtores / Embaladores / Distribuidores

Comércio tradicional

Outros

Percurso III - Ares da Serra

Percurso III - Ares da Serra

Mirandela é, sem dúvida, terra de oliveiras, azeites e azeitonas. A memória passada e essa «guerreira do tempo» assim o dizem. Naturalmente, Mirandela é Terra Olea.

Nos tempos de hoje, em que se revive o passado das glórias paisanas, em que se acredita nas memórias fartas de sapiência e simplicidade, Mirandela também tem honrado a altiva personalidade da oliveira, prometendo-lhe o descanso aos varejos do homem, e anunciando-nos, a nós, uma promessa de regalos paisagísticos dignos dos deuses. Para o atestar, basta apenas vaguear pela acalmia das ruas ou dos traçados sinuosos da paisagem urbana mirandelense, e o contento será todo nosso. Naturalmente. Basta bem ver como a oliveira contrasta com o perfil esguio dos ciprestes, os vermelhos das rosas aconchegadas àqueles troncos envelhecidos… como complementa divinamente o alento dos relvados planométricos ou de tantas tonalidades que se perdem nos jogos de cores que deleitam os olhares ciumentos de quem usufrui espaços presenciados por árvores celestiais. Até as peças fatigadas, pela labuta invernal de transformar azeitonas em ouro virgem, resplandecem com ideias simbólicas e abstractas em jardins de rua romanceados para o futuro. Por exemplo: os lagares do Bairro das Heras, da Sapec, da Praça do Mercado, da Alameda do Rio Tua ou do Jardim das Oliveiras… Basta vir a Mirandela!

Aqui, a oliveira jardineira é a mesma das encostas ladeirentas – arrogante como luta contra o vento, a chuva e o sol escaldante, sem protestar; serena e solidária, porque a frescura dos seus ramos continua a reconfortar prantos, esforços do dia a dia ou chamas do coração para acalmar; simples, nas muitas possibilidades de enquadramento e convivência com outras espécies; paciente, porque nem ao podador nega a sua sombra…

Então, desta vez, a partida poderá ser do Centro Cultural Municipal (Auditório/Biblioteca e Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes) onde nos seus jardins se encontram as primeiras oliveiras (transplantadas) que ajardinaram a cidade. No término da Av. 25 de Abril, já na EN 15, o destino é para S. Salvador pela EM 578. Olivais de hoje e de outrora são presenças constantes. Algumas, únicas e de referências associadas ao início da olivicultura regional.

No fim desta estrada municipal, ao começar a respirar o ar fresco da Serra de Bornes e os calores da Vilariça, tome a EN 102 e tente encontrar a Anta ou Orca de Caravelas – este monumento faz parte da civilização megalítica que se espalhou na Europa Ocidental no séc. III a. C. e está ligado a rituais fúnebres. Afastada da povoação, escondida por arbustos, sobranceira à ribeira da Figueira Brava e ribeiro do Vale do Covo, é uma magnifica construção de cinco lajes verticais ajustando-se entre si servem de esteios delimitando uma câmara aberta.

Regresse à EN 102, até ao cruzamento de Bornes e tome a indicação de Mirandela pela EN 315. Na descida para Vale de Asnes onde a paisagem é soberba, admirável e grandiosa, ou seja, é o local ideal para sentir os ares da montanha fria, de floresta e lameiros de encosta, para o cálido da paisagem mediterrânica – olivícola, novamente, por excelência. O casario da aldeia é de uma simpatia harmoniosa, integrando bem a Igreja Matriz, as capelas, cruzeiro, pelourinho e a antiga casa cadeia.

Mais adiante ficam Cedainhos, Cedães, aldeias suficientemente interessantes para visitar… e Vale Madeiro, já nas costas da cidade. Pelo caminho são olivais, olivais de plantação recente nos cabeços e encostas ou centenários nas olgas e regadas, oliveiras isoladas, em pequenos grupos nas linhas de água de meia-encosta, velhas e novas… até ao aproximar da cidade, junto ao lugar do Mourel.


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