
Mirandela / Turismo
A saída da cidade faz-se pela Avenida das Comunidades Europeias, marcada por uma extensa sebe de oliveiras até à rotunda da Nora.
Ao tomar a EN 315, rumo a Carvalhais, repare, à esquerda, num conjunto de oliveiras centenárias. Nesta aldeia que produz a melhor hortaliça que abastece o mercado da cidade, logo à sua entrada, dirija-se para Vale Pereiro pelo CM 1081 e presencie mais uma interessante mancha olivícola também de origens centenárias. Talvez encontre alguns dos mais antigos exemplares da presença olivícola na região. Provavelmente, muitas dessas árvores “do olival comprido” ainda são daquelas que restam das plantações efectuadas nos sécs. XVI/XVIII.
Passe este pequeno povoado rural e dirija-se a Mascarenhas. No trajecto vai encontrar mais alguns exemplares históricos, quer deste período agrícola quer de períodos posteriores. Ao chegar a Valbom dos Figos, já na EN 206-1, na direcção de Mascarenhas, passa agora a dispor de uma das mais belas paisagens olivícolas da região. Não faltam olivais do passado nem oliveiras memoriais. Não faltam novos olivais nem riqueza varietal; nem tordos azeitoneiros, no tempo deles.
O roteiro continua, não sem antes visitar a Igreja Matriz e o povoado romanizado da fragua do Penelo em Mascarenhas, pela EM 560, passando por Paradela, e EM 561 até Alvites (com origens reportadas entre o séc. X e o séc. XIII) onde a massa imponente dos Solares dos Botelhos e dos Barbosas (do séc. XVIII) ressalta no casario da aldeia. Mais uma vez a mancha olivícola compõe a paisagem e alguns dos exemplares arbóreos são, de certeza, da época de construção destes solares e do estabelecimento das respectivas famílias.
É de seguir agora pelo CM 1075 até Vale de Lagoa, tomar o CM 1087 para a Assureira e um pouco mais à frente, já depois do Vimieiro, virando na indicação de Cortiços, entrar num pequeno caminho (alcatroado) rumo à aldeia do Romeu – a “aldeia das rosas”. Nesta última parte do trajecto, de monumentais sobreiros, pode continuar a espreitar oliveiras e olivais dos sécs. XVIII/XIX/início do séc. XX. E ao chegar junto à Igreja Matriz, sinta a frescura daquela «mata» olivícola que se anicha no sopé deste templo religioso.
Se estiver na hora de satisfazer os apetites, nutritivos e gastronómicos, tem logo ali ao lado um Restaurante para o regalo de umas sopas secas ou umas feijocas à transmontana, caso contrário dê uma mirada ao Museu de Curiosidades. Oliveiras e olivais do passado continuam a rodear esta pequena aldeia «melhorada» pela generosidade do Comendador Clemente Meneres.
Antes de entrar na EN 15 faça uma volta pelo Santuário de Nossa Senhora de Jerusalém e pare lá no alto para admirar outra das mais belas paisagens olivícolas, que fornecem a azeitona para o azeite do “Romeu”, guardiãs do casario da aldeia de Vale de Couço, assim como da parte altaneira do Quadraçal.
Já na cidade de Mirandela, numa das esplanadas à beira rio, encontrará o descanso merecido para quem procura milagres perfeitos; e faça-o degustando os prazeres que vieram e ficaram dessas Terras de Ledra.